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Divulgação/Fósforo Editora

O jornalista Conrado Corsalette morreu nesta quinta-feira (8), aos 47 anos, em São Paulo (SP). A informação foi confirmada por veículos do setor de mídia onde atuava. A causa da morte não foi divulgada. Até o momento, não há informações públicas sobre velório e sepultamento.

Conrado Corsalette deixa duas filhas, de 13 e 11 anos, além de familiares próximos. Colegas relataram que ele vinha mantendo rotina profissional ativa até recentemente.

Quem era Conrado Corsalette

Corsalette teve trajetória marcante no jornalismo brasileiro das últimas duas décadas. Foi cofundador e editor-chefe do Nexo Jornal, onde participou diretamente da criação do projeto editorial que consolidou o veículo como referência em jornalismo explicativo, baseado em dados, contexto e linguagem didática.

Antes do Nexo, trabalhou em redações tradicionais como Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo, com passagens por editorias de Política e Brasil, atuando como repórter e editor. Nos últimos anos, era secretário de Redação adjunto do Poder360, na sucursal de São Paulo, função em que acompanhava a cobertura política, econômica e de mídia.

Além do trabalho em redações, Corsalette também se dedicou à reflexão sobre o cenário político e institucional do país. Em 2023, publicou livro de análise sobre a crise da Nova República e a ascensão da extrema direita no Brasil, ampliando sua atuação para além do jornalismo diário.

Repercussão

A morte de Conrado Corsalette provocou manifestações de pesar entre jornalistas, editores e profissionais da comunicação. Colegas destacaram seu rigor intelectual, a capacidade de organizar coberturas complexas e o papel formador que exerceu sobre gerações mais jovens de jornalistas, especialmente no ambiente digital.

Reconhecido por perfil discreto e apuração cuidadosa, Corsalette deixa contribuição relevante para a transformação do jornalismo brasileiro no período de transição entre os modelos tradicionais e os projetos digitais baseados em explicação e contexto.

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