
Morreu, na manhã desta quarta-feira (31), em São Paulo, aos 74 anos, o empresário Oscar Maroni. A morte foi confirmada por familiares e pela administração do Bahamas Hotel Club, principal empreendimento ligado ao seu nome. A causa não foi divulgada.
Figura conhecida da vida noturna da capital paulista, Maroni construiu uma trajetória empresarial marcada pela atuação no entretenimento adulto e por embates recorrentes com o poder público. Dono do Bahamas, casa noturna localizada na zona sul da cidade, tornou-se personagem frequente do noticiário ao longo de décadas, em meio a disputas judiciais, interdições administrativas e debates sobre a regulamentação desse tipo de atividade em São Paulo.
Quem foi o empresário
Nascido em 27 de janeiro de 1951, no interior de São Paulo, Oscar Maroni formou-se em psicologia e iniciou a vida profissional em diferentes atividades antes de se estabelecer como empresário do setor de entretenimento noturno. A consolidação de seus negócios ocorreu principalmente na capital paulista, onde passou a investir em casas noturnas, eventos e hotelaria.
O Bahamas se tornou seu empreendimento mais conhecido e também o mais controverso. Voltado ao público adulto, o estabelecimento atravessou sucessivas disputas administrativas e judiciais desde a sua criação, permanecendo em funcionamento ao longo dos anos por meio de decisões judiciais e reclassificações legais.
Polêmicas e disputas
A atuação de Maroni foi marcada por conflitos frequentes com autoridades municipais e estaduais. Ao longo da carreira, ele respondeu a investigações e processos relacionados ao funcionamento do Bahamas e à exploração de prostituição. Em decisões posteriores, foi absolvido, mas os episódios mantiveram o empresário sob constante exposição pública.
Além das disputas judiciais, Maroni ganhou visibilidade por declarações públicas provocativas, campanhas publicitárias que geraram controvérsia e participações em programas de televisão, incluindo realities shows. Essa presença constante na mídia contribuiu para a construção de uma imagem associada à provocação e ao confronto com normas e costumes estabelecidos.
Outros negócios
Paralelamente ao Bahamas, Maroni manteve investimentos em outros setores. Atuou na hotelaria, com empreendimentos próximos ao Aeroporto de Congonhas, e no agronegócio, com propriedades voltadas à pecuária no interior paulista. Apesar da diversificação, esses negócios sempre ficaram em segundo plano diante da notoriedade do clube noturno.
Vida pessoal e últimos anos
Oscar Maroni era pai de quatro filhos. Nos últimos anos, afastou-se da vida pública após o diagnóstico de Alzheimer, segundo informações divulgadas anteriormente por familiares. O empresário passou a viver sob cuidados especializados na capital paulista, deixando progressivamente a gestão direta de seus empreendimentos.
Repercussão
A morte de Maroni repercutiu nas redes sociais e entre frequentadores da noite paulistana. Para diferentes públicos, sua trajetória simboliza tanto a transformação da vida noturna de São Paulo quanto os limites e tensões entre atividade econômica, costumes sociais e regulação estatal ao longo das últimas décadas.