A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social do Ministério Público de São Paulo (MPSP) instaurou inquérito civil para investigar contratações da agência MM Quarter e da Associação de Bem-Estar, Esporte e Cultura (ASA) pela Prefeitura de São Paulo e pela SPTuris. Paralelamente, requisitou à Polícia Civil a abertura de inquérito policial para apurar possíveis crimes de contratação direta ilegal, fraude e frustração do caráter competitivo em licitações.

No centro do escândalo está Nathália Carolina de Souza Silva, proprietária formal da Quarter, que até o ano passado vivia em um cortiço na zona norte da cidade. Ela era sócia de Rodolfo Marinho quando este foi nomeado secretário de Turismo pelo prefeito Ricardo Nunes em 2022 e, a partir daí, a agência passou a ser contratada sistematicamente pela SPTuris. As renovações contratuais eram respaldadas por pesquisas de mercado feitas com empresas ligadas à própria Quarter, configurando um esquema circular para burlar a concorrência.

Após a repercussão das denúncias originalmente feitas pelo jornal Metrópoles, a Controladoria Geral do Município descobriu procurações de Nathália para Rodolfo e para Victor Correia Moraes. Rodolfo foi exonerado do cargo de secretário adjunto, e Gustavo Pires, presidente da SPTuris, foi demitido.

O inquérito foi aberto após representações do PSOL e do vereador Nabil Bonduki (PT). Entre os investigados estão o prefeito Nunes, a SMTUR, a SPTuris, a Quarter e seus operadores. A secretaria e a SPTuris têm 20 dias para enviar todos os contratos celebrados com a agência.

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