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O novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621, já está em vigor em todo o país. O valor passou a valer a partir 1º de janeiro e serve como referência para salários formais, benefícios previdenciários e assistenciais, além de critérios de elegibilidade para programas sociais.

O reajuste segue a política de valorização retomada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que combina a correção pela inflação com ganho real atrelado ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

O que muda para trabalhadores

Para quem recebe o piso nacional, o novo valor impacta diretamente a remuneração mensal e benefícios trabalhistas calculados sobre o mínimo, como férias, 13º salário e adicionais. Contratos de trabalho que utilizam o salário mínimo como base passam automaticamente a adotar o novo valor.

O reajuste também influencia negociações coletivas e pisos regionais ou setoriais que usam o mínimo nacional como parâmetro.

Impacto nos benefícios

O novo salário mínimo altera o valor de aposentadorias, pensões e auxílios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social, já que a maioria dos benefícios é vinculada ao piso nacional. Quem recebe um salário mínimo pelo INSS passa a ter o novo valor creditado.

Além disso, o reajuste afeta o teto de renda utilizado para acesso a programas sociais e benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que é pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.

Efeito fiscal e orçamentário

O aumento do salário mínimo tem impacto direto sobre as despesas obrigatórias da União, especialmente nas áreas previdenciária e assistencial. O novo valor foi incorporado às projeções do Orçamento de 2026, sancionado no início do ano, e influencia o espaço fiscal disponível para outras políticas públicas.

Técnicos da área econômica avaliam que a política de valorização amplia o poder de compra das camadas de menor renda, mas exige atenção contínua ao equilíbrio das contas públicas.

O reajuste entra em vigor em um cenário de inflação mais controlada em relação aos anos anteriores, mas ainda com pressão sobre itens essenciais, como alimentação, transporte e moradia. O ganho real incorporado ao salário mínimo busca recompor parte das perdas acumuladas no período recente.

O valor de R$ 1.621 permanece em vigor ao longo de 2026, até que um novo reajuste seja definido conforme a regra prevista em lei.

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