
Uma petição pública criada por moradores e apoiadores da causa busca renomear a Praia do Matadeiro, em Florianópolis, para Praia Catarina Kasten. A proposta surgiu após o assassinato de Catarina, de 31 anos, que foi encontrada morta na trilha que dá acesso ao local. Os responsáveis pela mobilização afirmam que a mudança tem caráter simbólico e pretende reforçar a necessidade de proteção às mulheres em espaços naturais e turísticos.
A iniciativa ganhou força nas redes sociais e reúne milhares de assinaturas. Os organizadores afirmam que a alteração do nome funcionaria como homenagem permanente à vítima e como alerta público sobre segurança e prevenção da violência de gênero.
Reação de moradores
A proposta enfrenta resistência de parte da comunidade local. Moradores afirmam que o nome Praia do Matadeiro faz parte da identidade histórica da região e está ligado à antiga atividade de caça de baleias no litoral sul de Florianópolis. A preservação do nome seria, segundo esse grupo, uma forma de manter a memória cultural associada à formação da comunidade.
A praia é conhecida por ser acessada apenas por trilha, ter vegetação nativa preservada e ser frequentada por surfistas e visitantes que buscam áreas menos urbanizadas. O debate envolve não apenas a homenagem, mas também a relação da comunidade com sua história e tradições.
Caminho institucional para a mudança
Para que o nome da praia seja alterado oficialmente, é necessária a apresentação de um projeto de lei à Câmara Municipal de Florianópolis. Até o momento, não há registro de proposta formal protocolada. A prefeitura não emitiu posicionamento sobre a possibilidade de mudança do nome.
Especialistas em patrimônio cultural afirmam que alterações de topônimos costumam gerar debates amplos, já que envolvem identidade local, memória histórica, turismo e políticas públicas de segurança. O caso ainda deve passar por avaliação técnica e política caso avance para a esfera legislativa.
Mobilização também ocorre em espaços acadêmicos
Além da petição, a universidade onde Catarina estudava anunciou que renomeará uma sala de estudos em homenagem à aluna. A instituição havia divulgado nota lamentando o crime e reforçando a necessidade de medidas de prevenção e acolhimento às mulheres.
A mobilização, tanto na comunidade quanto na universidade, tornou-se parte do esforço coletivo para registrar a memória da vítima e estimular discussões sobre segurança em áreas de trilha, preservação ambiental e acesso a espaços turísticos.
Contexto do crime
Catarina desapareceu após sair para uma aula de natação em uma trilha da região. As buscas foram iniciadas no mesmo dia, e seu corpo foi encontrado em área de mata com sinais de estrangulamento e violência. Imagens de câmeras de segurança registraram o suspeito circulando na trilha antes do ataque. O homem confessou o crime e foi preso em flagrante.
O caso provocou repercussão nacional e reacendeu debates sobre segurança em trilhas, iluminação precária, fluxo de turistas e políticas de prevenção em áreas preservadas.