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Um esboço do plano de paz para a Ucrânia elaborado pelos governos de Donald Trump e Vladimir Putin obtido pela AFP revela propostas controversas que incluem a cessão territorial e limitações à soberania ucraniana.

Segundo o documento, as regiões de Donetsk e Luhansk, no leste ucraniano, seriam reconhecidas como russas “de facto”, inclusive pelos Estados Unidos. A mesma condição se aplicaria à Crimeia, anexada ilegalmente em 2014. As regiões de Kherson e Zaporizhzhia seriam divididas conforme a atual linha de frente.

O plano estabelece ainda a redução das Forças Armadas ucranianas para 600 mil efetivos e a renúncia de Kiev à adesão à Otan, uma das principais exigências russas. Em contrapartida, a Ucrânia receberia garantias de segurança similares às da aliança atlântica e permaneceria elegível para ingresso na União Europeia.

A reconstrução ucraniana seria financiada com US$ 100 bilhões em ativos russos congelados por sanções, e a central nuclear de Zaporizhzhia seria dividida entre os dois países.

O presidente Volodymyr Zelensky, que deve discutir o plano com Trump na próxima quinta-feira (27), exigiu respeito à soberania ucraniana sem criticar diretamente a proposta. Líderes europeus, incluindo Emmanuel Macron, Keir Starmer e Friedrich Merz, manifestaram apoio à Ucrânia e elogiaram os esforços diplomáticos de Trump, mas ressaltaram que as forças ucranianas devem manter capacidade defensiva.

O Kremlin pressionou Kiev afirmando que há pouca margem para negociação diante dos avanços militares russos recentes.

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