Reprodução/Fênix Consultoria

Comprar um imóvel no Brasil ficou mais caro em 2025. Dados do Índice FipeZap mostram que os preços de venda residencial subiram, em média, 6,52% no ano, avanço acima da inflação oficial. O resultado consolida o segundo maior aumento da série histórica do indicador, atrás apenas da alta registrada em 2024.

A valorização superou em 2,02 pontos percentuais o IPCA-15, prévia da inflação calculada pelo IBGE. Na prática, isso significa que a compra de imóveis, seja para moradia ou investimento, encareceu mais do que o custo de vida médio dos brasileiros. O movimento reforça a percepção de que o mercado imobiliário segue aquecido, mesmo em um cenário de juros elevados e crédito mais restrito.

Apesar do resultado anual expressivo, os dados de dezembro indicam desaceleração. O índice subiu 0,28% no último mês de 2025, ritmo inferior ao registrado em novembro, quando a alta foi de 0,58%. Também ficou abaixo do avanço observado em dezembro de 2024, de 0,66%. O comportamento sugere perda de fôlego no curto prazo, embora sem sinal claro de reversão.

O preço médio do metro quadrado construído no país chegou a R$ 9.611. O valor varia conforme o perfil do imóvel. Apartamentos de um dormitório lideram os preços, com média de R$ 11.669 por metro quadrado. Já as unidades de dois dormitórios apresentam o menor custo médio, de R$ 8.622.

O litoral catarinense segue como a região mais cara do Brasil. Balneário Camboriú e Itapema lideram o ranking nacional, com valores próximos de R$ 15 mil por metro quadrado. Itajaí e Florianópolis também figuram entre os cinco municípios mais caros.

No recorte de valorização, Salvador e João Pessoa se destacaram em 2025, com altas superiores a 15%. Vitória aparece logo atrás e entrou no grupo das cidades com metro quadrado acima de R$ 14 mil. Na outra ponta, Pelotas, Betim e São Vicente concentram os preços mais baixos do país, todos abaixo de R$ 5 mil por metro quadrado.

Veja também