
O Réveillon realizado em Copacabana, no Rio de Janeiro, entrou oficialmente para o Guinness World Records como o maior Réveillon do mundo. O reconhecimento foi divulgado nesta terça-feira (30) e se baseia em dados auditados sobre a dimensão do público presente na virada de 2024 para 2025.
De acordo com a juíza do Guinness Book, Camila Borenstain, o Rio comprovou a presença de 2,5 milhões de pessoas exclusivamente na faixa de areia em frente ao palco principal de Copacabana, sem contabilizar o público que acompanhou a festa em áreas do entorno, como calçadão, ruas adjacentes e outros pontos da orla.
Segundo o Guinness, esse critério técnico foi determinante para a homologação do recorde, ao considerar apenas o público concentrado em uma área delimitada e monitorada, o que diferencia o Réveillon do Rio de outras grandes celebrações de Ano Novo ao redor do mundo.
Estrutura e alcance do evento
Além de Copacabana, o Réveillon contou com 13 palcos distribuídos por diferentes regiões da cidade, o que elevou ainda mais o alcance da celebração. Somando todos os pontos oficiais, a estimativa da prefeitura é de que cerca de 5 milhões de pessoas tenham participado da virada no Rio de Janeiro.
A estrutura envolveu operação especial de transporte público, segurança reforçada, limpeza urbana ampliada e atendimento médico distribuído ao longo da orla. A tradicional queima de fogos foi realizada a partir de balsas posicionadas no mar, sincronizada com a programação musical.
Impacto turístico e projeção internacional
O Réveillon de Copacabana é considerado um dos principais eventos do calendário turístico do Rio. Estimativas do setor apontam que a festa movimenta mais de R$ 3 bilhões, impulsionando hotéis, bares, restaurantes, comércio e serviços ligados ao turismo.
Com a certificação do Guinness Book, a expectativa da prefeitura é ampliar a projeção internacional do evento e reforçar a imagem do Rio como destino global para grandes eventos ao ar livre.
O que esperar de 2026
A gestão municipal avalia que o reconhecimento deve servir como base para manter e aprimorar o modelo da festa em 2026, com atenção especial à organização do espaço urbano, ao uso de tecnologia, como espetáculos de drones integrados à queima de fogos, e a ações voltadas à sustentabilidade. A tendência é que a próxima edição busque consolidar não apenas o volume de público, mas também a capacidade de gestão de um evento dessa escala.
Neste ano, Copacabana concentra três palcos e reúne parte central das atrações do Réveillon no Rio. No palco principal, montado em frente ao Copacabana Palace, estão confirmados Gilberto Gil, com participação especial de Ney Matogrosso; Belo e Alcione, no mesmo show; João Gomes, com participação de Iza; e Alok, que apresenta um espetáculo com 1.200 drones. O encerramento da programação ficará a cargo da Beija-Flor de Nilópolis, atual campeã do carnaval.
Além do palco principal, Copacabana terá um palco de samba, na Rua República do Peru, e um palco gospel, no Leme, ampliando a diversidade musical da noite.
A tradicional queima de fogos em Copacabana terá 12 minutos de duração e será realizada a partir de 19 balsas posicionadas no mar, o maior número já utilizado na orla carioca.
Tradição consolidada
Criado inicialmente como uma celebração local, o Réveillon de Copacabana ganhou dimensão internacional ao longo das últimas décadas. Com o reconhecimento do Guinness Book, o evento passa a integrar oficialmente a lista de recordes mundiais e reforça o papel do Rio de Janeiro como referência global nas celebrações de Ano Novo.