
O governo dos Estados Unidos anunciou esta semana que demitirá cerca de 317 mil funcionários federais até o fim de 2025. A informação foi divulgada pelo diretor do Escritório de Gestão de Pessoal (OPM, na sigla em inglês), Scott Kupor, em comunicado publicado na última sexta-feira (21). O número supera a projeção inicial de 300 mil cortes apresentada pelo próprio Kupor no início do ano.
Segundo a agência Reuters, a estimativa atual combina demissões diretas, aposentadorias e desligamentos voluntários nos EUA. A administração federal também informou a contratação de 68 mil novos empregados em 2025, o que representa uma redução líquida significativa da força de trabalho.
Estratégia de reestruturação
Os cortes fazem parte do plano do presidente Donald Trump para reduzir o tamanho da máquina pública federal. A política de enxugamento inclui a atuação do Department of Government Efficiency (DOGE), criado para liderar processos de reorganização administrativa. De acordo com levantamentos citados por veículos americanos, o governo pretende revisar autorizações legais de agências, simplificar normas e acelerar processos de dispensa.
Desde o início de 2025, a administração já havia promovido uma redução superior a 260 mil posições civis, segundo levantamentos de órgãos independentes que acompanham a evolução da força de trabalho federal.
Impactos e incertezas nos EUA
A escala da redução gera preocupação entre associações de servidores e especialistas em administração pública sobre a capacidade de manutenção de serviços essenciais. Algumas agências relataram cortes em áreas operacionais e técnicas, inclusive entre servidores recém-contratados. A reportagem da Reuters destaca que a Casa Branca não detalhou a distribuição dos cortes entre os diferentes departamentos, o que dificulta a projeção de impactos diretos em programas públicos.
A estratégia de reorganização administrativa de Trump foi apresentada durante a campanha e tornou-se um dos eixos centrais do segundo mandato. A oposição democrata no Congresso tem pedido audiências públicas para avaliar efeitos sobre segurança, saúde, arrecadação e fiscalização.
Ainda não há cronograma detalhado para todas as etapas, mas o governo indica que os cortes serão implementados ao longo dos próximos meses, combinando desligamentos e revisão de estruturas internas.