
O União Brasil decidiu deixar a coligação com o PL na disputa pelo governo do Rio de Janeiro e adotará uma posição de neutralidade nas eleições estaduais. A decisão representa mais um revés para o senador Flávio Bolsonaro (PL), que também perdeu, nesta semana, o apoio de um importante aliado em Minas Gerais.
O rompimento foi consolidado após o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil) desistir de disputar uma vaga no Senado. Alvo de uma operação da Polícia Federal por suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis, Canella chegou a ser preso em flagrante após agentes encontrarem um fuzil em seu veículo. Agora, ele pretende disputar a reeleição para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Com a mudança, a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, deixará de integrar o palanque de Douglas Ruas (PL), candidato ao governo fluminense. Sem o apoio de partidos do Centrão, a avaliação é que Ruas terá mais dificuldades para alcançar o segundo turno, cenário que também enfraquece Flávio Bolsonaro em seu principal reduto político.
A decisão ocorre em meio ao desgaste da relação entre o senador e partidos do Centrão. Integrantes de União Brasil e PP reclamam da falta de apoio de Flávio a aliados investigados pela Polícia Federal, incluindo o próprio Canella e o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira.
Em Minas Gerais, o cenário também se complicou após o senador Cleitinho (Republicanos) desistir da candidatura ao governo estadual. Diante da mudança, o PL busca alternativas e negocia um possível apoio ao ex-deputado federal Marcelo Aro (PP), com expectativa de definir sua estratégia antes do encerramento das convenções partidárias.