Venezuela
Frame Ministerio del Poder Popular para la Defensa

O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, afirmou nesta quinta-feira (8) que ao menos 100 pessoas morreram em consequência da operação militar conduzida pelos Estados Unidos no país. A declaração foi feita em pronunciamento transmitido por canais estatais, no qual o governo venezuelano acusou Washington de promover um ataque em larga escala contra o território nacional.

“O balanço preliminar aponta mais de 100 mortos, entre civis e integrantes das forças de segurança. Esse número ainda pode aumentar”, disse Cabello. Segundo ele, equipes de emergência seguem atuando em áreas atingidas e hospitais permanecem em alerta para atendimento de feridos.

Quem é Diosdado Cabello

Cabello é uma das figuras mais influentes do chavismo. Ex-presidente da Assembleia Nacional e atual ministro do Interior, ele controla áreas estratégicas do Estado venezuelano, incluindo segurança interna, polícia e serviços de inteligência.

Considerado um dos principais aliados do presidente Nicolás Maduro, Cabello costuma ser o porta-voz do governo em momentos de crise política e militar.

Acusação de ataque a civis

No pronunciamento, Cabello afirmou que a operação norte-americana atingiu regiões habitadas e infraestruturas civis. “Não foi uma ação cirúrgica. Houve impacto direto sobre comunidades, famílias e trabalhadores”, declarou. Ele classificou a ofensiva como uma “agressão aberta” e disse que a Venezuela irá recorrer a instâncias internacionais.

O ministro afirmou ainda que o governo prepara relatórios para apresentar a organismos multilaterais, alegando violação da soberania venezuelana e do direito internacional.

Divergência com versão dos EUA

Até o momento, o governo dos Estados Unidos não divulgou números oficiais de mortos. Em declarações anteriores, autoridades americanas haviam afirmado que a operação foi “limitada” e negaram a existência de baixas significativas, o que amplia a divergência entre as versões apresentadas por Washington e Caracas.

Veículos internacionais destacam que, em episódios recentes envolvendo operações militares rápidas, os balanços iniciais costumam ser objeto de disputa política, enquanto equipes independentes ainda tentam verificar os dados no terreno.

Escalada diplomática

A denúncia venezuelana ocorre em meio à escalada de tensão entre os dois países, após a captura de Maduro por forças norte-americanas. Desde então, aliados de Caracas e governos como os da Rússia e da China passaram a criticar publicamente a atuação dos EUA, alertando para riscos de desestabilização regional.

O número de vítimas civis e a ausência de um balanço independente tendem a ampliar o debate internacional sobre os limites da ação militar americana e a pressão política interna nos Estados Unidos, onde parlamentares já questionam a legalidade da operação.

Veja também