Divlgação/NBC

Wagner Moura intensificou a campanha internacional de “O Agente Secreto” ao participar do talk show “Late Night with Seth Meyers”, exibido na madrugada desta terça-feira (6). A aparição ocorre em um momento decisivo da temporada de premiações, um dia após o filme vencer o Critics Choice Awards de Melhor Filme Internacional e às vésperas do Globo de Ouro.

Durante a entrevista, Moura apresentou ao público americano detalhes do longa dirigido por Kleber Mendonça Filho e comentou sua trajetória fora do Brasil. O ator destacou a dimensão simbólica do reconhecimento internacional de uma obra profundamente ligada à cultura brasileira, ambientada em um período sensível da história recente do país.

Situado em 1977, “O Agente Secreto” acompanha Marcelo, um especialista em tecnologia que retorna ao Recife tentando escapar de um passado obscuro. A busca por tranquilidade, no entanto, se transforma em tensão à medida que ele percebe que a cidade está longe de ser um refúgio. O suspense se desenvolve em meio ao contexto político e social do Brasil dos anos 1970, marcado pela repressão da ditadura militar.

Questionado por Seth Meyers sobre a recepção do filme nos Estados Unidos, Wagner afirmou que o impacto vai além do circuito de prêmios. Para ele, o entusiasmo demonstrado pelo público brasileiro tem um peso especial, sobretudo após anos em que artistas, jornalistas e instituições culturais foram alvo de discursos hostis e tentativas de deslegitimação.

O ator citou o momento recente do cinema nacional como um sinal de reconstrução simbólica. Lembrou a repercussão de “Ainda Estou Aqui”, vencedor do Oscar no ano passado, e destacou a identificação do público com produções que reafirmam a cultura brasileira. Segundo Moura, ver os artistas sendo reconhecidos como representantes legítimos do país é algo “lindo” e significativo.

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