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O presidente russo, Vladimir Putin, e o líder chinês, Xi Jinping, se reuniram nesta quarta-feira (20) no Grande Salão do Povo, em Pequim, para uma rodada de negociações bilaterais marcada por demonstrações de unidade geopolítica e avanços na cooperação econômica.

No encontro, os dois líderes assinaram uma declaração conjunta de coordenação estratégica e fecharam 20 acordos de cooperação em diversas áreas. A China também prorrogou a isenção de visto para cidadãos russos até dezembro de 2027. Entre as prioridades anunciadas estão o fortalecimento da parceria energética e a aceleração da cooperação em inteligência artificial e inovação tecnológica.

Putin chamou Xi de “querido amigo” e classificou a parceria sino-russa como um dos principais fatores de estabilização na ordem internacional. O líder chinês retribuiu, destacando a “confiança política mútua” entre os países e defendendo o fim das hostilidades no Oriente Médio. “O fim precoce do conflito ajudará a reduzir as interrupções na estabilidade do fornecimento de energia”, afirmou Xi, segundo a mídia estatal chinesa.

Com o mercado europeu fechado pelas sanções impostas após a invasão da Ucrânia, a China consolidou-se como principal parceiro comercial russo e maior compradora de petróleo e gás do país. As exportações de petróleo russo para a China cresceram 35% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados preliminares.

Analistas apontam que a visita serve aos interesses domésticos de ambos os líderes. Putin reforça internamente o apoio econômico de Pequim, enquanto Xi consolida seu prestígio ao ditar o ritmo das relações com as maiores potências do mundo. O encontro ocorre poucos dias após o presidente americano Donald Trump também ter sido recebido por Xi em Pequim — sinal do papel central que a China busca ocupar na diplomacia global.

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