
Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (9) confirma a liderança do presidente Lula em todos os nove cenários de segundo turno simulados para a eleição presidencial de 2026. O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas entre os dias 2 e 5 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
Os números mostram estabilidade pelo segundo levantamento consecutivo, repetindo o cenário observado em setembro. No segundo turno, Lula mantém vantagem de nove pontos sobre Ciro Gomes (PDT), 10 pontos sobre Jair Bolsonaro (PL) — que está inelegível —, 12 pontos sobre Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Michelle Bolsonaro (PL), 13 pontos sobre Ratinho Júnior (PSD), 15 pontos sobre Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Eduardo Bolsonaro (PL), chegando a uma vantagem de 23 pontos sobre Eduardo Leite (PSD).
Em relação ao levantamento anterior, realizado em setembro, houve oscilações dentro da margem de erro. A vantagem de Lula sobre Tarcísio cresceu de oito para 12 pontos. As diferenças sobre Bolsonaro, Michelle e Eduardo oscilaram para baixo, enquanto nas disputas com Ciro, Ratinho Jr., Zema e Eduardo Leite, o presidente oscilou para cima. A distância para Caiado permaneceu estável.
Felipe Nunes, diretor da Quaest, destaca que a vantagem de Lula sobre alguns candidatos tem se ampliado ao longo do tempo. “Quem está vendo a distância para Lula aumentar desde julho é o governador de São Paulo. Se a eleição fosse hoje, Lula teria 45% e Tarcísio 33%. Uma distância que era de 8 pontos no mês passado e que se transformou em uma distância de 12 pontos este mês”, afirma.
O diretor da consultoria também aponta perda de competitividade de Ratinho Júnior. “Outro que também está vendo sua competitividade de segundo turno diminuir lentamente é Ratinho Jr. Em julho, Lula aparecia com 44% e Ratinho 34%. Neste mês, Lula mantém os 44%, mas Ratinho oscila para 31%”, explica Nunes.
A pesquisa revelou ainda que a avaliação do governo Lula melhorou na comparação com setembro: a aprovação alcançou 48% e a desaprovação ficou em 49%, registrando empate técnico pela primeira vez desde janeiro. Contudo, o avanço foi insuficiente para alterar significativamente o cenário eleitoral. “Lula não consegue captar toda sua aprovação, assim como a oposição não consegue captar toda a rejeição ao governo. É uma clara demonstração de que há uma parcela insatisfeita com todos os nomes”, afirma o diretor da Quaest.
Família Bolsonaro lidera índices de rejeição
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) desponta como o mais rejeitado entre os nove nomes pesquisados, com 68% dos eleitores afirmando que não votariam nele em hipótese alguma, repetindo o resultado de setembro. Na sequência, Jair Bolsonaro aparece com 63% de rejeição (queda de um ponto), tecnicamente empatado com Michelle Bolsonaro, que tem 61%, e Ciro Gomes, rejeitado por 60%.
O presidente Lula registra rejeição de 51%, com oscilação de um ponto para baixo em relação a setembro. Entre os governadores, Ratinho Júnior tem rejeição de 40%, Romeu Zema de 34% e Ronaldo Caiado de 32%.
Entre os eleitores independentes — que não se declaram lulistas, de esquerda não lulista, de direita não bolsonarista ou bolsonaristas — a rejeição é ainda maior para a família Bolsonaro. Jair Bolsonaro é rejeitado por 77%, Eduardo por 74% e Michelle por 70%. Nesse segmento, Lula tem rejeição de 54%.
Ao comentar os resultados positivos das pesquisas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou nesta quinta-feira que poderá ser candidato à reeleição em 2026 “se ainda estiver com o vigor que está hoje”. Em entrevista à rádio Piatã, da Bahia, o presidente demonstrou confiança e afirmou que os eventuais adversários na corrida ao Planalto devem estar “mais preocupados” porque sabem que será difícil derrotá-lo. “Eu tenho certeza que os nossos possíveis adversários devem estar muito mais preocupados do que eu, porque eles sabem que vai ser difícil derrotar a gente numa eleição”, declarou.