A transparência nas principais redes sociais do mundo é hoje mais exceção do que regra, segundo relatório produzido pelo NetLab UFRJ em parceria com o Minderoo Centre for Technology and Democracy, da Universidade de Cambridge. Intitulado Data Not Found: Transparência de redes sociais para a integridade da informação, o estudo avaliou o acesso a dados públicos de conteúdo e publicidade em 15 plataformas na União Europeia, no Reino Unido e no Brasil.

Segundo os pesquisadores, a chamada “opacidade generalizada” dificulta o trabalho de pesquisadores, órgãos de fiscalização e organizações da sociedade civil, além de criar condições para a disseminação de desinformação e fraudes no mercado publicitário.

O levantamento aponta ainda uma diferença importante entre as regiões. Enquanto União Europeia e Reino Unido contam com legislações mais rígidas, como a Lei de Serviços Digitais (DSA), o Brasil apresenta os níveis mais baixos de acesso a dados entre os territórios analisados.

Plataformas populares no país, como TikTok, Kwai, WhatsApp, Discord e Threads, tiveram dados classificados como indisponíveis para monitoramento público. Bluesky e YouTube foram as exceções, com acesso programático considerado significativo.

O relatório defende leis específicas de transparência no Brasil, protocolos internacionais de compartilhamento de dados e mecanismos que reduzam a diferença de acesso existente entre usuários brasileiros e europeus.

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