Eduardo Mattos/PSD

O presidente nacional do PSD e pré-candidato à Vice-Presidência, Gilberto Kassab, afirmou em entrevista à CNN Brasil, na quarta-feira (1º), que o partido mantém a estratégia de disputar a Presidência da República com uma chapa exclusivamente formada por integrantes da legenda. O cacique partidário negou que tenham ocorrido negociações com outras siglas para a composição da candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), ao Palácio do Planalto.

Segundo Kassab, a decisão de lançar uma chapa pura foi tomada desde o início da pré-campanha e busca evitar impasses comuns às negociações entre partidos. “Nós nunca tivemos conversa com nenhum partido. Desde o início ia ser chapa pura”, afirmou. Para o dirigente, candidaturas próprias eliminam “discussões e tensões que não levam a lugar nenhum” e reforçam a identidade partidária.

A declaração ocorre após especulações sobre uma possível aliança entre Caiado e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). Embora ambos tenham sinalizado boa relação política, os dois negaram qualquer entendimento sobre uma composição para a eleição presidencial. Caiado chegou a afirmar que não houve conversas em nível suficiente para discutir quem ocuparia a cabeça de chapa ou a vice.

Kassab também comentou a decisão do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), de apoiar a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em vez da chapa nacional de seu partido. Para ele, a posição não representa oportunismo, mas uma resposta às particularidades da política fluminense.

O dirigente argumentou que a candidatura de Paes reúne uma ampla coalizão de partidos e lideranças locais, tornando natural a manutenção da aliança com Lula no estado. “Tão importante quanto a eleição do Caiado é a eleição do Eduardo Paes para o Rio de Janeiro”, disse.

Dessa forma, o PSD busca conciliar seu projeto nacional com acordos regionais considerados estratégicos para fortalecer a presença da legenda nos estados.

Veja também