
A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), protagonizaram uma troca de críticas nas redes sociais na segunda-feira (6), após a parlamentar questionar a produtividade legislativa dos deputados federais mais votados nas eleições de 2022.
A discussão começou com a divulgação de um vídeo em que Tabata compara o número de projetos de lei aprovados e transformados em lei entre os cinco deputados mais votados daquele pleito. No levantamento, ela afirma ter aprovado 32 projetos, enquanto Guilherme Boulos aparece com cinco propostas convertidas em lei. Também foram citados Nikolas Ferreira (PL-MG), com três projetos; Carla Zambelli (PL-SP), com cinco em dois mandatos; Eduardo Bolsonaro (PL-SP), com cinco em três mandatos; e Ricardo Salles (Novo-SP), que não teve propostas transformadas em lei.
Ao apresentar os dados, Tabata afirmou que os parlamentares mais votados entregaram pouco em termos de produção legislativa. “São milhões de brasileiros que deram seu voto de confiança e estão recebendo migalhas em retorno”, declarou. A deputada também incentivou os eleitores a acompanharem a atuação parlamentar antes de escolher seus representantes.
Licenciado do mandato desde outubro de 2025 para assumir a Secretaria-Geral da Presidência, Boulos reagiu classificando a comparação como “lamentável”, sobretudo por partir de uma parlamentar do campo progressista. O ministro argumentou que o desempenho de um deputado não pode ser medido apenas pela quantidade de leis aprovadas e destacou a Lei das Cozinhas Solidárias como um dos principais resultados de seu mandato.
Na resposta, Boulos também fez críticas ao histórico de votações de Tabata, citando o apoio da deputada à reforma da Previdência durante o governo Jair Bolsonaro e sua autoria de uma proposta que trata de manifestações antissemitas. Antigos adversários na eleição para a Prefeitura de São Paulo, os dois voltam a expor divergências públicas, agora no cenário nacional.