Agência Câmara

A candidatura independente de Ricardo Salles (Novo) ao Senado por São Paulo tem gerado tensões na direita paulista. Fora da chapa encabeçada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que busca a reeleição, o ex-ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro (PL) tem direcionado críticas ao presidente da Alesp, André do Prado (PL), acusando-o de integrar o Centrão e não ser “tão bolsonarista quanto finge ser”.

Na pesquisa Quaest, Salles e Prado aparecem tecnicamente empatados, atrás de Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), candidatas da chapa de Fernando Haddad (PT), além de Pablo Marçal (União Brasil), inelegível. Guilherme Derrite (PP), colega de chapa de Prado, também está à frente.

Durante a convenção do Novo, Derrite evitou críticas a Salles e afirmou: “Se tivéssemos só dois candidatos da direita, teríamos mais chance de fazer as duas cadeiras. Ele tem o direito de concorrer, e eu não vejo o Ricardo Salles como adversário”. Já Prado, questionado sobre a candidatura de Salles, respondeu que o ex-ministro é quem teria de lidar com a situação, já que ele e Derrite foram os escolhidos pela família Bolsonaro e por Tarcísio.

A ausência de Prado no evento do PL, onde Flávio Bolsonaro foi lançado pré-candidato à Presidência, chamou a atenção. A guerra eleitoral escalou: Salles, alvo de duas representações no TRE-SP por ataques a Prado, foi multado em R$ 10 mil por propaganda negativa irregular. O ex-ministro recorreu, alegando que as críticas são verdadeiras: “Prado é centrão raiz, cria do Valdemar da Costa Neto”. Prado, por sua vez, acusa apoiadores de Salles de desestimular votos em sua candidatura.

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