Até 2030, a Inteligência Artificial (IA) pode injetar R$ 986,7 bilhões na economia brasileira, o equivalente a 7,6% do PIB estimado para 2026, segundo estudo do Reglab, financiado pela OpenAI. Os setores que mais se beneficiarão são indústria de transformação (R$ 264,2 bilhões), serviços (R$ 165,4 bilhões) e comércio (R$ 131,2 bilhões).

O impacto virá de duas frentes: 65% advêm de ganhos de produtividade na força de trabalho (tarefas otimizadas, menos erros e decisões mais rápidas), enquanto 35% vêm da eficiência do capital (máquinas e processos aprimorados). Na agropecuária, por exemplo, a IA deve adicionar R$ 48,2 bilhões com drones, colheitadeiras inteligentes e monitoramento do solo. Já no setor financeiro, as ferramentas acelerarão análise de crédito, revisão de documentos e classificação de riscos.

Segundo Pedro Henrique Ramos, diretor-executivo do Reglab, as projeções são conservadoras e o impacto será gradual. “É um erro esperar uma transformação instantânea. Os resultados surgirão à medida que empresas, trabalhadores e governos incorporarem a IA”, afirma.

Para aproveitar todo o potencial, o estudo recomenda políticas públicas que viabilizem a adoção da IA, como requalificação profissional, infraestrutura digital no campo, incentivos para setores de baixa produtividade e regulações claras. Atualmente, o Brasil adota a tecnologia em ritmo mais lento do que economias avançadas, o que limita seu impacto.

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