Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados. Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados
Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), avalia decidir até a próxima quarta-feira (17), no âmbito da Mesa Diretora, os processos que envolvem os mandatos dos deputados Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A orientação de interlocutores próximos é que a Casa adote o caminho indicado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considera a decisão da Mesa o procedimento juridicamente adequado para esses casos.

Segundo aliados de Motta, em apuração de Valdo Cruz para seu blog no G1, há expectativa de que Ramagem e Eduardo Bolsonaro optem pela renúncia, repetindo a estratégia adotada por Carla Zambelli, que abriu mão do mandato para evitar uma cassação formal determinada pelo STF. Caso isso não ocorra, a alternativa em análise é a cassação direta dos mandatos pela Mesa Diretora, decisão que precisaria ser pactuada com seus integrantes e com os líderes partidários. Uma reunião sobre o tema está prevista para esta segunda-feira (15).

Apesar disso, líderes do Centrão e do PL defendem o adiamento da análise. No caso de Ramagem, a proposta é deixar a decisão para 2026. Já em relação a Eduardo Bolsonaro, a ideia é manter o mandato até o fim do ano, postergando uma eventual cassação por faltas para março.

A renúncia de Carla Zambelli reduziu a pressão imediata sobre Motta e evitou um novo embate institucional com o STF. Mesmo fora do mandato, a deputada segue com os direitos políticos cassados em razão de condenações definitivas.

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