Flávio
Andressa Anholete/Agência Senado

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto iniciou uma ofensiva de comunicação para conter os efeitos negativos do vazamento de mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro. A estratégia, dividida em três frentes e quatro fases, busca recuperar o desempenho do pré-candidato nas pesquisas eleitorais nos próximos meses.

Neste primeiro momento, o foco recai sobre a base bolsonarista. A campanha pretende abastecer apoiadores com argumentos para rebater críticas nas redes sociais e em outros espaços de debate público. Segundo aliados, a repercussão das revelações, divulgadas pelo Intercept Brasil, provocou uma inversão no ambiente digital: de uma predominância de mensagens favoráveis ao senador, passou-se a um cenário majoritariamente negativo.

Integrantes da equipe afirmam que, após ações iniciais, o crescimento das críticas foi contido, atingindo um equilíbrio entre menções positivas e negativas. Paralelamente, a campanha intensificou o controle sobre a exposição pública de Flávio Bolsonaro, com ajustes em agendas, discursos e até na apresentação pessoal do senador.

Nos bastidores, o episódio também mobilizou o ex-presidente Jair Bolsonaro, que minimizou o impacto das revelações e defendeu a união do Partido Liberal em torno do filho. Em conversas com familiares, ele demonstrou confiança na recuperação política do senador e avaliou que o caso tende a perder força nas próximas semanas.

Apesar do esforço de contenção, dirigentes do PL acompanham com cautela os desdobramentos. A legenda encomendou pesquisas para medir os danos eleitorais e trabalha na construção de um discurso coeso para fortalecer a defesa pública de seu pré-candidato à Presidência.

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