
O Ministério da Saúde anuncia nesta quinta-feira (21) a adoção do Teste Imunoquímico Fecal (FIT) como exame de referência para rastreamento do câncer colorretal no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida, divulgada pelo ministro Alexandre Padilha em Lyon, na França, beneficiará mais de 40 milhões de brasileiros assintomáticos na faixa etária de 50 a 75 anos.
O FIT detecta sangue oculto nas fezes por meio de anticorpos específicos, oferecendo maior precisão que os testes convencionais. O paciente coleta a amostra em casa com um kit próprio e a envia para análise laboratorial, sem necessidade de preparo intestinal ou dieta restritiva. Com sensibilidade entre 85% e 92%, o exame é menos invasivo e mais barato que a colonoscopia em massa.
O câncer colorretal é o segundo tipo mais frequente no Brasil com estimativa de 53,8 mil novos casos anuais até 2028, segundo o Inca. Resultados positivos no FIT encaminham o paciente à colonoscopia, considerada padrão-ouro para diagnóstico.
A eficácia do programa, porém, depende da capacidade do SUS de garantir colonoscopias e tratamentos ágeis após resultados alterados. Pessoas com histórico familiar, doenças inflamatórias intestinais ou sintomas como sangue nas fezes e perda de peso devem buscar atendimento médico independentemente da idade, com protocolos individualizados de acompanhamento.