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O Brasil apresentou melhora em 71% dos 48 indicadores monitorados pelo Observatório Brasileiro das Desigualdades de 2026, elaborado pelo Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades. O relatório aponta avanços em áreas como emprego, segurança alimentar, desmatamento, educação e redução de homicídios entre jovens, mas ressalta que desigualdades estruturais continuam limitando a melhora das condições de vida.

O desmatamento caiu 53,4% entre o pico registrado em 2022 e 2025, passando de 2,1 milhões para 984,8 mil hectares. As emissões de gases de efeito estufa relacionadas ao uso da terra e das florestas também recuaram 32,5% entre 2023 e 2024.

Na área social, a proporção da população vivendo em domicílios com insegurança alimentar moderada ou grave caiu de 9,5% para 7,7% entre 2023 e 2024. Os homicídios entre jovens de 15 a 29 anos recuaram 15,7% entre 2021 e 2024.

O mercado de trabalho também apresentou melhora. A taxa de desemprego caiu de 6,6% para 5,6% entre 2024 e 2025. A desigualdade, porém, permanece evidente: o desemprego entre mulheres negras chegou a 8,5%, contra 3,8% entre homens não negros.

Entre os indicadores negativos, destaca-se o aumento da população exposta a riscos geológicos e climáticos, que chegou a 4,67 milhões de pessoas. A mortalidade materna também subiu, enquanto a concentração de renda se agravou: em 2025, o rendimento do 1% mais rico era 31,5 vezes superior ao dos 50% mais pobres.

Segundo o Observatório, os resultados mostram avanços nas condições de vida, mas também a persistência de disparidades de renda, raça, gênero, moradia e território.

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