Keir Starmer deixou oficialmente o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido nesta segunda-feira (20), após meses de pressão política e forte queda de popularidade. Em discurso diante da residência oficial do governo, em Downing Street, o trabalhista agradeceu o período em que esteve à frente do país e afirmou sair “com elegância, com um sorriso e orgulhoso de tudo o que conquistamos”.

Ao entregar o comando do Partido Trabalhista a Andy Burnham, Starmer destacou a unidade da legenda e declarou apoio ao sucessor. “Desejo-lhe todo o sucesso e ele tem meu total apoio”, afirmou.

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Depois do discurso, Starmer seguiu para o Palácio de Buckingham, acompanhado da esposa, para apresentar formalmente sua renúncia ao rei Charles III. Na tradição britânica, o monarca recebe a saída do primeiro-ministro e, em seguida, convida o novo líder do partido governista a formar o governo.

Burnham, confirmado na sexta-feira (17) como líder trabalhista, foi o único candidato à sucessão. Em seu primeiro discurso, negou divisões internas e prometeu combater a inflação por meio de maior controle público sobre os preços de bens essenciais. “Estamos unidos”, declarou.

A saída de Starmer ocorre após apenas 23 meses no cargo. Ele havia sido eleito com ampla maioria parlamentar, mas enfrentou estagnação econômica, aumento de impostos, cortes de subsídios e sucessivas crises de imagem.

A derrota histórica do Partido Trabalhista nas eleições regionais de maio agravou a crise. Em meio à pressão de cerca de 100 parlamentares, Starmer renunciou após atingir apenas 13% de aprovação, contra 79% de rejeição — o pior índice para um premiê britânico desde 1977.

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