
A pesquisa “Mulheres & Bets”, divulgada nesta segunda-feira pelo estúdio CLARICE em parceria com a Estratégia Latina e o IDEIA, mostra que as plataformas de apostas já afetam 54% das mulheres brasileiras. Segundo o levantamento, 42% delas apostam ou já apostaram, enquanto 12% não jogam, mas têm alguém da família envolvido. Entre os homens, o índice de apostadores chega a 56%.
O estudo indica que as bets têm ganhado espaço principalmente entre mulheres das classes D e E, que veem nas apostas uma alternativa para complementar a renda. As principais motivações são obter dinheiro extra (21,5%), ganhar rapidamente (19%), pagar despesas básicas (16%) e quitar dívidas (11,5%).
O impacto é ainda maior entre mães: 22,7% delas apostam, ante 14,6% das mulheres sem filhos. Diferentemente dos homens, mais ligados às apostas esportivas, quase metade das mulheres prefere cassinos online (48%), como roleta e o popular “Tigrinho”.
As redes sociais são a principal porta de entrada: 24% conheceram as bets por meio delas, seguidas por amigos (23%) e influenciadores (18%). O estudo também aponta efeitos emocionais severos, como ansiedade e depressão, embora apenas 13% tenham buscado ajuda.
Apesar da popularização, 62% das mulheres defendem a proibição das bets. O levantamento revela ainda desconhecimento sobre o sistema de autoexclusão do Ministério da Fazenda, que permite bloquear voluntariamente o CPF em plataformas regularizadas.