O partido de oposição Tisza venceu as eleições parlamentares na Hungria no domingo (12) encerrando 16 anos de governo de Viktor Orbán, um dos principais nomes da extrema direita global. Com 95,63% das urnas apuradas, a legenda de centro-direita liderada por Péter Magyar conquistou 137 das 199 cadeiras do Parlamento húngaro. O Fidesz, de Orbán, ficou com apenas 55 assentos.

O pleito, considerado o mais importante da Europa em 2026, registrou participação recorde de 66% dos eleitores. Ao confirmar a vitória, Magyar prometeu representar todos os húngaros e afirmou que “aqueles que fraudaram” o país “serão responsabilizados”. Pediu ainda a renúncia do presidente da Suprema Corte, do procurador-geral e dos chefes da mídia pública e do órgão de defesa da concorrência. “As instituições independentes foram capturadas nos últimos 16 anos”, disse. Orbán admitiu a derrota publicamente: “O resultado da eleição é doloroso para nós, mas claro.”

Reprodução/CNN

A virada foi impulsionada por uma economia estagnada há três anos e pelo desgaste de uma gestão marcada por restrições à imprensa, enfraquecimento do Judiciário e atritos com a União Europeia — que chegou a suspender bilhões de euros em repasses ao país por violações democráticas. Magyar, ex-aliado de Orbán que migrou para a oposição acusando o governo de corrupção, prometeu reintegrar a Hungria à UE e à OTAN, sem abrir mão das políticas de combate à imigração ilegal.

A derrota ocorre apesar do apoio explícito de Donald Trump à reeleição de Orbán. O presidente americano o recebeu na Casa Branca em fevereiro e publicou mensagem de suporte nas redes sociais. Dias antes do pleito, enviou o vice-presidente J.D. Vance à Hungria para participar de eventos ao lado do premiê.

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