
A possibilidade de o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ser considerado suspeito na investigação do Banco Master provoca preocupação entre integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Polícia Federal (PF). O temor é que uma decisão nesse sentido abra espaço para pedidos de nulidade de provas e comprometa o andamento da apuração.
O Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) analisa o caso na sexta-feira (25). O procedimento foi aberto após mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro mencionarem Gonet. O procurador-geral nega proximidade com o empresário e afirma ter tido apenas um contato presencial com ele, em um evento em Londres, em 2024.
A repercussão aumentou após a divulgação de uma fotografia de Gonet e Vorcaro no evento. O Conselho deverá avaliar especificamente se as referências encontradas pela PF comprometem a imparcialidade do procurador-geral na condução dos casos relacionados ao Master.
No STF, a preocupação se soma à crise que já afeta o andamento da investigação. Decisões e disputas internas na Corte contribuíram para a suspensão ou adiamento de medidas relacionadas ao caso.
A tendência é que o Conselho rejeite a suspeição e permita que Gonet continue atuando no caso.