
A relação cada vez mais próxima entre Donald Trump e Gianni Infantino pode ganhar dimensão inédita na política internacional. Segundo o New York Post, o presidente dos Estados Unidos gostaria de ver o atual presidente da Fifa como secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em substituição a António Guterres, cujo mandato termina no fim deste ano.
De acordo com a publicação norte-americana, Trump considera Infantino, de 56 anos, uma figura “respeitada por todos ao redor do mundo” e dotada de uma capacidade especial para unir pessoas. A escolha do próximo secretário-geral deverá ocorrer entre agosto e outubro, mediante apoio do Conselho de Segurança, formado por 15 membros, e posterior confirmação da Assembleia Geral.
Ainda não se sabe se Infantino tem interesse no cargo ou se o tema foi efetivamente discutido entre os dois. O dirigente ítalo-suíço, contudo, desfruta de amplo apoio dentro do futebol: segundo informações da imprensa internacional, mais de 200 das 211 federações filiadas à Fifa estariam dispostas a apoiá-lo em uma nova candidatura à presidência da entidade, em 2027.
Eleito em 2016 após o escândalo que derrubou Joseph Blatter, Infantino foi reeleito em 2019 e 2023, sempre sem adversários.
Nos últimos anos, a proximidade com Trump se tornou evidente. O dirigente foi o único representante esportivo presente na posse do presidente americano e chegou a entregar a ele um inédito “Prêmio da Paz da Fifa”. A relação também se consolidou em eventos esportivos realizados nos Estados Unidos, incluindo competições internacionais.
A influência de Trump sobre o futebol, porém, também provocou controvérsias, envolvendo arbitragem, vistos para torcedores e restrições à participação de delegações estrangeiras. Nesse contexto, uma eventual indicação de Infantino à ONU ampliaria ainda mais o alcance político de uma parceria que nasceu no esporte.