
O ano de 2026 promete ser longo e acidentado para os principais clubes brasileiros. Com a Copa do Mundo entre junho e julho e o início de um movimento para readequação do calendário brasileiro, a temporada promete ser ainda mais intensa e apertada para aqueles que disputam muitos campeonatos ao longo do ano.
As primeiras medidas já se fazem sentir em janeiro com a redução de datas dos estaduais e o início do Brasileirão – já nesta quarta (28). Os reflexos de uma pré-temporada espremida já se fazem sentir.
O São Paulo, que vive intensa crise política, briga para não ser rebaixado no Paulistão. O reforçado Santos, fora da zona de classificação, corre o risco de ficar de fora das quartas de final e o Corinthians, em quarto na tabela, vê um pelotão de times do interior no cangote. Mesmo o Palmeiras, em situação relativamente mais tranquila, tomou um vareio do Novo Horizontino há alguns dias, naquela que foi a maior derrota (4 a 0) da era Abel.
No Rio de Janeiro, o Flamengo, que optou por começar o Campeonato Carioca com o time sub-20, está em maus lençóis. O time depende de resultados de terceiros para não disputar o quadrangular contra o rebaixamento. Circunstância inédita para o time da Gávea. Não há temor de descenso, mas insatisfação porque esse cenário adicionaria mais dois jogos ao já abarrotado calendário da equipe, que nos próximos dias, além do Brasileirão, disputa a Supercopa e a Recopa sul-americana.
Vasco, Fluminense e Botafogo, apesar de derrotas inesperadas para times pequenos, não devem ter problemas para avançar às quartas de final.
Atlético-MG e Cruzeiro também têm início desanimador. Os dois times grandes enfrentam dificuldades no Campeonato Mineiro e correm risco de eliminação ainda na primeira fase. Ambos os times se reforçaram pesadamente para a temporada e, embora algum adaptação se faça necessária, os resultados frustram pelo nível de competitividade do estadual.
Com o Brasileirão, cujas rodadas iniciais são vitais para os prognósticos de cada time ao longo do campeonato, rivalizando em atenção com os estaduais, a tendência é de ainda mais dificuldades para esses times que precisam controlar carga de seus principais atletas, muitos deles selecionáveis.
O planejamento, em uma temporada de formatação sem precedentes, terá que ser cirúrgico e, no caso dos principais clubes do país, já começou um tanto desafinado.