
O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, classificou nesta quinta-feira (30) o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como representantes da “extrema direita” e afirmou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tentaria implantar uma “cleptocracia” no Brasil caso vença a eleição presidencial. As declarações foram dadas em entrevista ao Metrópoles.
“Eu espero que uma centro-direita civilizada volte a crescer no Brasil porque hoje estamos nós de um lado e a extrema direita de outro. E não adianta falar que o Tarcísio não é um apoiador do Bolsonaro. Ele é um apoiador do Flávio. Ele quer o Flávio”, disse Haddad. “O Flávio vai implantar, no Brasil, uma cleptocracia. Ele só lidou com bandido”, completou o ex-ministro da Fazenda.
Haddad também atacou ex-ministros do governo Bolsonaro, afirmando que há integrantes da gestão anterior envolvidos “nos maiores casos de corrupção do país”, com ligações ao Banco Master, às bets, à Máfia dos Combustíveis e a desvios de emendas parlamentares.
Sobre o Banco Central, Haddad afirmou que a instituição foi “corrompida” durante a gestão de Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro. “Eu não estou dizendo que ele é corrupto, eu não tenho evidências disso, mas eu estou dizendo que o Banco Central, na gestão do indicado pelo Bolsonaro, foi comprovadamente pela Polícia Federal corrompido”, declarou. O ex-ministro acrescentou que foram feitos “vários alertas” a Campos Neto em reuniões oficiais no Ministério da Fazenda.
Na última pesquisa de intenção de votos para o governo de São Paulo, divulgada pela Genial/Quaest na quarta-feira (29), Haddad aparece 12 pontos atrás de Tarcísio. O atual governador tem 38% das intenções de voto, contra 26% do petista.