
A mais recente pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (13), revela um cenário de alta competitividade na disputa presidencial de 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 42% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que registra 41%. O resultado configura empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais e confirma uma tendência de equilíbrio observada nos últimos três levantamentos.
Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, as oscilações têm ocorrido dentro da margem de erro, indicando estabilidade em um cenário ainda indefinido. Em abril, Flávio Bolsonaro aparecia numericamente à frente, enquanto em março havia empate absoluto. A trajetória recente mostra a redução de uma vantagem que já foi de dez pontos para Lula no fim de 2025.
No primeiro turno, o presidente mantém a liderança, com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%. Outros nomes testados, como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), aparecem com 4% cada, sinalizando, até o momento, baixa competitividade frente aos dois principais polos.
Um dos dados mais relevantes do levantamento diz respeito ao eleitorado independente, que representa 32% dos entrevistados. Nesse grupo, 35% afirmam que não votariam em nenhum dos dois candidatos em um eventual segundo turno, enquanto 31% optariam por Flávio Bolsonaro e 29% por Lula. A leve oscilação recente favorece o atual presidente, interrompendo uma tendência de queda registrada desde o início do ano.
A pesquisa também aponta melhora na avaliação do governo. A desaprovação de Lula caiu de 52% para 49%, enquanto a aprovação subiu de 43% para 46%. A avaliação positiva do governo passou de 31% para 34%, enquanto a negativa recuou de 42% para 39%, indicando uma recuperação gradual da imagem presidencial.
Nos bastidores, aliados de Lula atribuem esse movimento a ações recentes do governo, como o lançamento do programa Desenrola 2.0, voltado à renegociação de dívidas, e à repercussão da visita ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Além disso, a revogação da chamada “taxa das blusinhas” e a expectativa de novas medidas econômicas têm sido apontadas como estratégias para melhorar a percepção pública.
Apesar dos sinais positivos, desafios permanecem. A inflação de alimentos e a perda de apoio entre eleitores evangélicos seguem como pontos de atenção para o governo, que busca consolidar sua base e ampliar sua vantagem em um cenário eleitoral cada vez mais disputado.