
]O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fechou 2025 com o melhor lucro recorrente de sua história. O resultado atingiu R$ 15,2 bilhões no ano, um crescimento de 15% em relação a 2024, impulsionado pela expansão da carteira de crédito, ganhos de tesouraria e aumento consistente da demanda por financiamento. O lucro líquido somou R$ 26,8 bilhões no período, avanço de 1,7% ante o ano anterior.
No quarto trimestre isolado, os números foram ainda mais expressivos. O lucro líquido chegou a R$ 9,6 bilhões entre outubro e dezembro, alta de 30% frente ao mesmo período de 2024. O lucro recorrente do trimestre somou R$ 4 bilhões, crescimento de 19% na mesma base de comparação.
“Tivemos resultados muito fortes no quarto trimestre de 2025 em relação a 2024”, afirmou o presidente do banco, Aloizio Mercadante, ao comentar o balanço. Segundo ele, o BNDES atingiu o segundo melhor resultado do sistema financeiro nacional, reflexo da retomada do protagonismo do banco no financiamento de longo prazo. “O crescimento acelerado tem sido feito de forma muito consistente”, disse.
A carteira de crédito, incluindo debêntures e recebíveis, alcançou R$ 664 bilhões em 2025, alta de 13,4% e o maior patamar desde 2016. Os ativos totais superaram R$ 962 bilhões, crescimento de mais de 40% desde 2022 e o maior valor nominal da série histórica. O caixa livre chegou a R$ 61 bilhões, quatro vezes o montante disponível três anos atrás. “Os ativos do banco estão chegando a R$ 1 trilhão”, destacou Mercadante.
As aprovações de crédito totalizaram R$ 237,9 bilhões em 2025, alta de 12% frente a 2024 e de 80% em relação a 2022. As consultas somaram R$ 389,2 bilhões, avanço de 19% no ano e de 170% desde 2022. Por setor, as aprovações para a indústria cresceram 215% ante 2022, chegando a R$ 71 bilhões. No agronegócio, o avanço foi de 100%, para R$ 54,3 bilhões, e em comércio e serviços, de 125%, para R$ 41,2 bilhões.
No acumulado do triênio 2023–2025, o BNDES desembolsou 86% mais do que entre 2019 e 2021. As consultas cresceram 221%, as aprovações avançaram 164% e os desembolsos subiram 126% na comparação entre os dois períodos.