Um levantamento do UOL, divulgado nesta manhã, indica que a Câmara dos Deputados deve registrar baixa renovação nas eleições deste ano. Dos 513 parlamentares, ao menos 434, o equivalente a 84,6%, tentam permanecer no cargo. Outros 15 disputam vagas no Senado ou postos no Executivo.
O cenário é ainda mais evidente no Nordeste, onde todos os deputados federais da Paraíba, do Piauí e do Rio Grande do Norte registraram candidaturas à reeleição. Em Alagoas, apenas Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro, e Arthur Lira (PP), que concorre ao Senado, não buscarão novo mandato na Câmara.
Historicamente, o índice de deputados que tentam se reeleger é alto. Desde 1998, quando a Casa passou a ter 513 cadeiras, o percentual raramente ficou abaixo de 80%. O recorde ocorreu em 2022, com 446 candidaturas à reeleição (86,94%). O menor índice foi registrado em 2014, com 75,44%.
Segundo estudo do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), a tendência reforça a baixa renovação e deve manter a força da centro-direita e do Centrão no Legislativo. PT, PL e a federação PP-União Brasil aparecem entre os grupos com maior potencial de formar grandes bancadas, acompanhados por Republicanos e PSD.
A pesquisa destaca que parlamentares em exercício têm vantagens competitivas, como a indicação de emendas para suas bases eleitorais, maior visibilidade e acesso a recursos partidários. Esses fatores ajudam a explicar a predominância de candidaturas à reeleição e a provável manutenção da atual correlação de forças na Câmara.