O Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante coletiva sobre medidas de reforço da segurança do Sistema Financeiro Nacional | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou que a inflação brasileira continua pressionada pela demanda e que o cenário exige a manutenção de uma política monetária restritiva. Na ata divulgada nesta terça-feira (22), o colegiado evitou antecipar seus próximos passos e afirmou que a intensidade do atual ciclo de ajustes dependerá da evolução do cenário econômico.

Na reunião mais recente, o Copom reduziu a Selic para 13,75% ao ano. Segundo o documento, os riscos para a inflação permanecem assimétricos, com maior possibilidade de pressão altista sobre os preços.

O Banco Central também apontou preocupações relacionadas ao ambiente fiscal. O enfraquecimento de reformas estruturais e da disciplina fiscal, a expansão do crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública podem elevar a chamada taxa de juros neutra — referência para o nível de juros necessário ao controle da inflação.

No cenário doméstico, o Copom destacou a desaceleração gradual da atividade econômica. O PIB cresceu 0,5% no segundo trimestre, na comparação com os três primeiros meses do ano.

No exterior, a continuidade do conflito no Oriente Médio aumenta a volatilidade dos preços de ativos e commodities, exigindo cautela das economias emergentes.

A projeção do Copom para a inflação no primeiro trimestre de 2028 é de 3,2%, no cenário de referência.

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