
O Brasil fechou o trimestre encerrado em janeiro com taxa de desemprego de 5,4%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (5) pelo IBGE. O resultado ficou estável em relação ao trimestre anterior, mas representa queda de 1,1 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2025, quando o índice era de 6,5% e veio exatamente em linha com as projeções do mercado financeiro.
A população desocupada somou 5,9 milhões de pessoas, número 17,1% menor do que o registrado um ano antes, o equivalente a 1,2 milhão de pessoas a menos sem trabalho. No sentido oposto, a população ocupada chegou a 102,7 milhões, crescimento de 1,7% na comparação anual, com a entrada de mais 1,7 milhão de trabalhadores no mercado.
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ficou em R$ 3.652, com alta de 5,4% em relação ao ano anterior. A massa total de salários pagos no país atingiu R$ 370,3 bilhões, crescimento de 7,3% em doze meses.
No recorte por tipo de vínculo, os empregos formais com carteira assinada no setor privado chegaram a 39,4 milhões, alta de 2,1% em um ano. Os trabalhadores por conta própria também cresceram, somando 26,2 milhões — aumento de 3,7% na comparação anual. A taxa de informalidade recuou de 38,4% para 37,5% da população ocupada.
Por setores, os destaques positivos foram informação, comunicação e atividades financeiras, com alta de 4,4% em um ano, e administração pública, educação e saúde, com crescimento de 6,2%. A indústria geral, por outro lado, registrou queda de 2,3% na comparação com o trimestre anterior.