O mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 com resultados históricos. Foram lançadas 453.005 unidades residenciais ao longo do ano, alta de 10,6% em relação a 2024, enquanto as vendas somaram 426.260 unidades, crescimento de 5,4%. Os dados foram divulgados na segunda-feira (23) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
Em valores, o setor registrou um Valor Geral de Lançamentos (VGL) de R$ 292,3 bilhões e um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 264,2 bilhões. O estoque disponível para comercialização também cresceu 8%, encerrando o ano com 347.013 unidades.
O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) foi o principal motor do desempenho. Responsável por 52% dos lançamentos e 49% das vendas no quarto trimestre, o programa registrou 224.842 unidades lançadas no ano — alta de 13,5% — e 196.876 vendidas, avanço de 15,9%. O impacto foi mais intenso nas regiões Sudeste e Norte, onde o MCMV respondeu por mais da metade das vendas no último trimestre.
O quarto trimestre também bateu recordes: 133.811 unidades lançadas, alta de 18,6% em relação ao trimestre anterior, e VGV trimestral de R$ 67,2 bilhões.
Para 2026, o setor projeta um cenário ainda mais favorável. Apesar de os juros estarem no maior nível em duas décadas, a expectativa é de início do ciclo de cortes a partir de março, o que deve reduzir o custo do crédito imobiliário. A meta do governo de contratar 3 milhões de unidades no MCMV até o fim do ano reforça a perspectiva positiva. Pesquisa da CBIC indica que 50% dos entrevistados pretendem comprar um imóvel nos próximos 24 meses, com apartamentos liderando as preferências (48%).