O programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) deve contratar o lançamento de mais um milhão de unidades habitacionais em 2026, totalizando três milhões de imóveis financiados entre 2023 e 2026, período correspondente ao terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A projeção foi anunciada pelo ministro das Cidades, Jader Filho, durante evento realizado na sede do BNDES, no Rio de Janeiro.

Segundo o ministro, o programa já responde por aproximadamente 85% dos lançamentos imobiliários do país, consolidando-se como a iniciativa mais bem avaliada do governo atual. O crescimento está relacionado à ampliação do MCMV, que passou a financiar imóveis também para famílias de classe média, com rendimento de até R$ 12 mil mensais.

Apesar da taxa Selic estar em 15% ao ano, no maior patamar em quase duas décadas, Jader Filho garantiu que não haverá redução nos juros do programa, que já se encontram nas mínimas históricas. Para a Faixa 1, destinada a famílias com renda de até R$ 2.850, os juros são de 4% ao ano nas regiões Norte e Nordeste e 4,25% nas demais regiões.

O ministro destacou que a capacidade financeira do FGTS, principal fonte de recursos do MCMV, permite manter o ritmo de contratação de um milhão de imóveis anuais. Entre 2023 e dezembro de 2025, foram contratadas 1,63 milhão de moradias, totalizando R$ 259,6 bilhões em financiamentos.

Para 2027, a projeção é ainda mais ambiciosa: contratar 1,5 milhão de unidades, caso haja continuidade do atual governo. Jader Filho também comemorou as recentes mudanças nas regras do crédito imobiliário promovidas pelo Banco Central, que incluíram liberação de compulsórios e incentivos aos bancos.

O ministro estimou que, com a queda esperada da Selic e as novas regras, o crédito imobiliário no país, que hoje representa 12% do PIB, poderá alcançar 20% em duas décadas. Jader Filho confirmou ainda que deixará o cargo em abril para concorrer a deputado federal pelo Pará.

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