
O Partido Liberal (PL) será a legenda com o maior número de candidatos à Câmara dos Deputados e ao Senado nas eleições de 2026. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o partido registrou 568 candidaturas: 535 para deputado federal e 33 para senador. Os números ainda podem ser alterados durante a análise dos registros pela Justiça Eleitoral.
A estratégia faz parte do projeto do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, de ampliar a presença da legenda no Congresso e transformá-la na principal força do Legislativo a partir de 2027.
O movimento ganha relevância diante da renovação do Senado. Neste ano, serão eleitos 54 dos 81 senadores, dois por cada estado e pelo Distrito Federal. O PL pretende aproveitar a disputa para aumentar significativamente sua bancada. Valdemar já afirmou que a legenda poderia eleger 20 novos senadores. Somados aos oito parlamentares do partido que não disputarão a eleição, o número poderia chegar a 28 integrantes.
O tamanho da bancada também tem reflexos financeiros. O PL receberá cerca de R$ 881,6 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o chamado Fundão, maior valor entre os partidos.
Na Câmara, a legenda trabalha com a expectativa de eleger entre 105 e 110 deputados. A projeção é inferior à estimativa inicial de 115 parlamentares, mas ainda representaria crescimento em relação às 99 cadeiras conquistadas em 2022.
A expansão no Senado também tem dimensão institucional. Cabe à Casa processar e julgar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes de responsabilidade, atribuição que integra o discurso de setores da direita. O senador Rogério Marinho (PL-RN) já é apontado como pré-candidato à presidência do Senado.
Mesmo com uma eventual bancada de 28 senadores, porém, o PL precisará construir alianças para formar maioria e controlar espaços estratégicos do Congresso.