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Anna Quelhas/Shutterstock

O avanço dos serviços de streaming no Brasil consolidou-se em 2025 como uma das principais transformações no consumo de conteúdo audiovisual. Segundo dados da Pnad Contínua, do IBGE, o acesso às plataformas de vídeo sob demanda chegou a 44,4% dos lares brasileiros, o equivalente a 33,4 milhões de residências. O aumento representa a entrada de 1,5 milhão de novos usuários em apenas um ano.

O crescimento foi registrado em todas as regiões do país, com destaque para o Centro-Oeste, que teve alta de 2,6 pontos percentuais, alcançando 51,5% dos domicílios com acesso ao streaming. Sul e Sudeste também avançaram, enquanto o Nordeste apresentou evolução mais tímida, passando de 30% para 30,7%.

Em sentido oposto, a TV por assinatura vive seu pior momento histórico. O serviço está presente em apenas 23,5% dos lares com televisão, totalizando 17,7 milhões de residências, após perder 200 mil assinantes entre 2024 e 2025. A queda ocorre tanto em áreas urbanas quanto rurais.

Os motivos para o abandono do modelo tradicional são claros: 26,1% dos brasileiros consideram a assinatura cara, enquanto 62,2% afirmam não ter interesse no serviço. Além disso, 10% dizem que o modelo se tornou desnecessário, já que encontram o mesmo conteúdo pela internet .

A pesquisa também revela que o streaming está associado a uma renda média mais alta. Lares com acesso às plataformas registram rendimento de R$ 3.072 por habitante, mais que o dobro dos domicílios sem streaming, que têm média de R$ 1.454 .

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