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A Fifa nomeou, nesta quinta-feira (9), os árbitros que atuarão na Copa do Mundo de 2026, confirmando a presença de três brasileiros entre os árbitros principais: Raphael Claus, Ramon Abatti Abel e Wilton Pereira Sampaio. A lista reúne 52 árbitros de campo, 88 assistentes e 30 árbitros de vídeo, que serão responsáveis pelas 104 partidas do torneio, sediado por Estados Unidos, México e Canadá.

A indicação mantém o Brasil entre os países com presença recorrente na arbitragem das principais competições da Fifa, ao mesmo tempo em que combina experiência e renovação no quadro nacional. Os três nomes escolhidos já atuam em competições internacionais e integram o grupo da Conmebol selecionado para o torneio.

Wilton Pereira Sampaio chega com trajetória consolidada no cenário global. Árbitro da Fifa desde 2013, participou da Copa do Mundo de 2022, no Catar, onde apitou partidas da fase de grupos e do mata-mata, além de acumular presença em Copa América e eliminatórias sul-americanas. Sua nova convocação reforça a permanência entre os principais nomes da arbitragem da região.

Raphael Claus também esteve no Mundial do Catar e mantém presença frequente em competições organizadas pela Conmebol e pela Fifa. Com histórico em jogos decisivos no futebol sul-americano, é considerado um dos árbitros mais experientes do país em atividade.

Ramon Abatti Abel representa a renovação do quadro brasileiro. Com atuação recente em torneios continentais, incluindo Copa Libertadores e Copa Sul-Americana, ele vem sendo incorporado de forma progressiva ao circuito internacional da Fifa. Sua presença na lista sinaliza a transição geracional dentro da arbitragem nacional.

América Latina amplia presença e mantém diversidade

Ao todo, 17 árbitros latino-americanos foram selecionados para o torneio. Além dos três brasileiros, a lista inclui representantes de Argentina, México, Chile, Paraguai, Colômbia, Uruguai, Peru, Venezuela, Honduras, Costa Rica e El Salvador. Entre os assistentes, 27 são da região, o que reforça o peso da América Latina na estrutura de arbitragem da competição.

A mexicana Katia García aparece como a única mulher latino-americana entre os árbitros principais, integrando um grupo de seis árbitras selecionadas pela Fifa. A inclusão dá continuidade ao processo iniciado na Copa do Mundo de 2022, quando mulheres passaram a atuar em jogos do torneio masculino.

Critérios técnicos da Fifa e preparação para o torneio

Segundo a Fifa, a escolha dos árbitros levou em conta critérios como consistência de desempenho em competições internacionais, experiência em torneios da entidade e atuação recente em ligas nacionais. O processo de seleção também considera a adaptação às tecnologias de arbitragem, como o VAR, hoje central na condução das partidas.

Os profissionais selecionados participarão de um seminário preparatório de dez dias em Miami, a partir de 31 de maio, antes de seguirem para Dallas, onde será realizada a fase final de preparação. A entidade busca padronizar critérios e reduzir divergências de interpretação em um torneio que terá alto grau de exposição e pressão.

Reconhecimento internacional em meio a críticas internas

A presença de três árbitros brasileiros na lista ocorre em um contexto de críticas recorrentes à arbitragem no futebol nacional, especialmente em relação ao uso do VAR e à uniformidade de decisões no Campeonato Brasileiro. Ainda assim, a indicação pela Fifa indica reconhecimento internacional da capacidade técnica desses profissionais.

Historicamente, o Brasil mantém participação constante na arbitragem de Copas do Mundo, com árbitros presentes em diferentes edições do torneio. A nova convocação reforça essa tradição e mantém o país inserido não apenas como protagonista dentro de campo, mas também na condução técnica do jogo em nível global.

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