Carlos Moura/Agência Senado

A sinalização do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) de que não pretende disputar o governo de Minas Gerais levou o PT e o entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a reformular sua estratégia no estado, considerado peça-chave na corrida presidencial. A decisão foi comunicada ao presidente nacional do partido, Edinho Silva, e encerra, ao menos por ora, a expectativa de que Pacheco liderasse um palanque competitivo no segundo maior colégio eleitoral do país.

Embora o senador tenha indicado que fará um anúncio oficial até o fim de maio, nos bastidores já prevalece a avaliação de que ele busca outros caminhos políticos. Entre eles, ganha força a possibilidade de indicação para uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU), hipótese que vem sendo discutida em Brasília.

A indefinição em torno de Pacheco preocupava o Palácio do Planalto, que agora acelera a busca por alternativas. Um dos nomes que voltou ao radar é o do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que ainda mantém capital político relevante no estado. Outra opção considerada é o empresário Josué Alencar, filiado ao PSB mineiro e visto como potencial candidato com capacidade de diálogo no centro político.

Apesar disso, setores do PT mineiro ainda defendiam a candidatura de Pacheco, que apresentava bom desempenho em pesquisas internas. A resistência, porém, cresceu após desgastes recentes, como a rejeição do nome de Jorge Messias ao STF, episódio atribuído à articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O cenário evidencia divisões na base governista e amplia a incerteza sobre o palanque de Lula em Minas.

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